sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Criminalidade


"A criminalidade toma conta da cidade e a sociedade põe a culpa nas autoridades"...
O trecho a que me refiro para iniciar o texto é da música Cachimbo da Paz de Gabriel, o pensador. Feliz idéia do compositor, pois é nela que eu vou pegar um gancho para demonstrar minha indignação diante de tantas mortes e de tanta violência que tem ocorrido nessas últimas semanas.
Um Juíz que é alvejado com sua família ao tentar fugir de uma blitz localizada em um dos pontos mais perigosos da cidade do Rio de Janeiro. Criança e idosa é atingida por tiros em comunidades que enfrentam um verdadeiro momento de terror, a guerra da polícia contra bandidos.
Que tipo de segurança é essa que estão prometendo à sociedade ? Se você não sabe, quem é que pode saber ?

Os bandidos estão mais "poderosos", enfrentam a polícia, vãos às ruas, roubam carros, aterrorizam a cidade e não tem medo.
A polícia atira sem ter certeza, enfrenta o perigo, ganha mal, corre risco e eu vou continuar perguntando, quem é que sai ganhando ?
Anos atrás eu responderia que quem sai ganhando são os "bacanas", é, eles moram na Zona Sul lá o clima não é tão violento, tem segurança particular, condomínios protegidos por câmeras, proteção de grades e vigias 24 horas. Esse sonho acabou, hoje viver na Zona Sul não é sinônimo de proteção, acordamos para essa mudança no episódio de São Conrado quando bandidos voltavam de um baile funk no Vidigal e acabaram surpreendidos por uma viatura da polícia militar quando fazia ronda pelas proximidades. A partir daí inicia-se o tiroteio e o sequestro em um dos hotéis mais sofisticados da cidade fazendo funcionários de reféns.

O grande "poder" bélico desses bandidos é de impressionar, tem treinamento para acertar o alvo (polícia ) no alto dos morros, em meio aos moradores procuram fuga e a policia precisa saber quem é quem nesse meio e proteger o cidadão inocente.
Nem todo mundo que mora no morro é bandido e nem todo policial é corrupto, portanto precisa-se pensar em uma política de segurança que atenda todos os interesses, oferecendo aos que vão pra guerra o melhor treinamento pra que tenham a certeza de que estarão agindo corretamente e não haja falhas.

Todos os dias o roteiro que acompanhamos é o mesmo, o que vai mudando são os personagens e o cenário desse caos. A cidade que por todos os dias é abraçada pelo Cristo Redentor, agora está vivendo dias de inferno, e como já dizia o trecho da música do Gabriel, o pensador: A criminalidade realmente já tomou conta da nossa cidade e toda a sociedade vai à imprensa e põe a culpa nas autoridades. Estamos vivendo a inversão da realidade que é o reforço de policiamento em razão dos arrastões por exemplo, mas são os bandidos que fecham o cerco.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Carta Aberta ao jornal O Globo

Sem qualquer pretensão de fazer política neste período de eleição, o intuito da divulgação dessa carta é mostrar que o reinado da Vênus platina está chegando ao fim. Perfeitas palavras de um ex-leitor, como se refere o autor do texto. Segue abaixo reprodução da carta.


Comecei a ler O Globo diariamente aos 6 anos de idade. Meus pais, leitores “compulsivos” (como se diz por aí, “minha mãe lê até bula de remédio”), eram assinantes do jornal e o hábito de iniciar o dia folheando as páginas d’O Globo foi rapidamente imitado por mim. Primeiro os quadrinhos, depois o caderno de esportes, até passar a ler o jornal “de cabo a rabo”. Conservei essa rotina por longos 24 anos. Até o dia de hoje, mantive o costume de iniciar o meu dia “sujando os dedos de tinta”, manuseando o papel.

É fato que, nos últimos anos, passei a fazê-lo sem o menor prazer. A notícia cada vez mais editorializada, os toscos subterfúgios para disfarçar os interesses econômicos e a opinião conservadora debaixo de um falso manto de “imparcialidade” cada vez mais difícil de sustentar.

Não que eu tivesse ilusões de ser O Globo um jornal isento. Sei das relações promíscuas dos membros do clã Marinho com os porões da ditadura civil-militar; guardo na memória o apoio às privatizações, o imenso destaque aos colunistas que vomitam obviedades preconceituosas e são louvados como “formadores de opinião” (de quem, cara pálida?), mas frente à decadência do velho JB (que, enfim, fechou suas portas, depois de longa agonia) e a fragilidade dos demais jornais, O Globo resistiu como alternativa de informação.

No entanto, gente ao processo de transformações que o Brasil viveu (e vive) durante o governo Lula, vocês ultrapassaram os limites do bom senso. Transformaram-se em um panfleto sujo, jogaram todos os manuais de jornalismo no lixo, assumiram o papel de “bastião da resistência” que os frágeis partidos de direita não conseguiram sustentar. Passaram a utilizar suas páginas para antecipar os discursos na tribuna que os jereissatis, fruets e virgílios, espumando de raiva, despejavam nas tribunas no dia seguinte.

Passei bons anos justificando para mim mesmo a manutenção da assinatura. A ausência de uma alternativa que me permitisse manter o hábito de ler um jornal impresso, a necessidade de saber o que “eles” (a direita retrógrada, anti-povo) pensam, os dois artigos semanais do Veríssimo…

Hoje resolvi encerrar o amargo ciclo de masoquismo e autoflagelação que se tornou a leitura d’O Globo. Os frágeis argumentos em que me agarrei aparecem ainda mais patéticos quando confrontados com a realidade: estou ajudando a financiar uma peça publicitária para a campanha do Serra. O Globo, há anos, deixou de ser um jornal digno do nome.

Vejamos: nos últimos dias, um escândalo de enormes proporções atingiu o governo tucano do RS. Qual o espaço destinado à cobertura do caso? Por que a prisão do governador do Amapá justifica a inclusão de uma foto do Lula na capa? O princípio da isenção não deveria fazer com que a “arapongagem” do governo Yeda (que espionava até crianças!) também surgisse na capa acompanhada de uma foto do Serra?

Poderia listar, no mínimo, um caso de jornalismo marrom por dia publicado nas páginas d’O Globo nos últimos 10 anos. E, ao mesmo tempo, sou incapaz de dizer qualquer coisa que beire a racionalidade para justificar a minha permanência como um finaciador dessa sujeira.

O fato é que, felizmente, hoje existem inúmeras opções de comunicação ao alcance de um “clique”. Uma ampla rede democrática de comunicação social constituiu-se na internet, várias vezes com maior agilidade de informação (“furando” os jornalões comprometidos com a vontade dos seus donos e com o lucro, e não com a liberdade de imprensa), e, sem sombra de dúvida, muito mais comprometida com a veracidade dos fatos.

Por último, quero me solidarizar com os vários profissionais que aí trabalham por necessidade e que não compactuam com a farsa que o jornal se transformou. Talvez, se o jornal admitisse que tem “lado” e o expressasse de forma mais explícita nos editoriais, sem manipular a pauta inteira de cada edição (como fazem veículos mais respeitáveis, como a Carta Capital), eu não estivesse hoje escrevendo essa carta. Mas prefiro pagar para ser enganado levando o meu filho em shows de ilusionismo, ao invés de servir como número nas estatísticas de assinantes que o setor comercial d’O Globo apresenta para os seus ricos anunciantes.

Bernardo Cotrim – Ex-leitor

PS: Como sei que minha carta nunca será publicada por vocês, tomo a liberdade de divulgá-la para os meus amigos e familiares. Talvez existam outras pessoas tão indignadas quanto eu, precisando apenas de um “empurrãozinho”.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PAPO DE RESPONSA ...


“Vivemos um tempo de intolerância e violência. O relacionamento entre as pessoas, comunidades, sociedade, tem sido tenso. Precisamos superar os estereótipos, evitar classificação e rótulos carregados de preconceito e reconhecer que todas as pessoas, de todas as cores, credos, raças, culturas e classes sociais contribuem para enriquecer a humanidade”.


A introdução foi retirada de uma breve apresentação sobre o Papo de Responsa, um projeto criado pela Polícia Civil em parceria com o Afroreggae no intuito de resgatar aqueles que se envolveram de alguma forma no tráfico, que já tiveram a experiência triste de conviver no mundo do crime. O coordenador do projeto e Policial Civil Roberto Chaves, vai com sua equipe à universidades, escolas, comunidades para mostrar que esse papo pode ser de igual pra igual, ou seja, de amigo pra amigo, que Polícial não é somente tapa na cara e mão na parede. A Polícia oferece total segurança, aliás, é nisso que devemos pensar quando falamos de polícia.

Claro que corrupção e descumprimento de funções há na grande maioria das profissões e isso é um outro papo. Esse Papo é mais que Responsa, a mídia precisa conhecer essa idéia, fazer valer a vontade de quem tem pretensão de mudar, começando pelo mais difícil e fortalecer essa garra dos bons policiais de se fazer um novo dia, um novo amanhecer. Mostrar um caminho mais justo a cada criança que acorda próximo a um fuzil e acredita que esse é o “poder”.

A sociedade precisa acreditar nessa mudança, colaborar para que a polícia também se aproxime de uma forma pacífica e proteger tudo e todos.


A pacificação nas comunidades através das Upps tem apresentado resultados positivos, espera-se que melhore ao longo do tempo, precisa-se acreditar que sim. O mais importante é começar, o restante vem acontecendo ao longo do tempo, é natural, precisamos ter paciência.
O que não podemos permitir é que se continue essa violência, esse medo da polícia. Afinal, esse projeto é para de uma vez por todas fazer a sociedade aproximar-se daquele que está pra servir ao estado e combater a violência, e claro, protegendo vidas e não as tirando.
Acredite nesse Papo, ele é maneiro e de Responsa.



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

LAPA QUERIDA ...




A minha lapa tão querida berço da boemia, onde os bambas se encontram pra fazer aquele samba.
Nas ruas, no vai e vem dos carros e das pessoas, a poluição sonora do som que toca nas casas noturnas.

O requinte que o povo trata o seu visitante.
A lapa de Carlinhos de Jesus, a Lapa do João, do Alessandro, do Carlinhos, do Juninho e de tantos outros.

Quando alguém me pergunta onde eu moro.
Eu digo: Na Lapa, o bairro da Boemia, do povo de samba da ginga de bamba.
Eu me orgulho de ter a Lapa como o meu referencial de moradia, aqui eu aprendi a ser malandra, ser carioca e falar com o corpo.

A minha música é o samba e pra quem não conhece é uma ginga só de nego bamba, eu te apresento, nós somos os donos do samba.
Que me desculpe Noel Rosa, Dona Ivone Lara, Seu Martinho, a grande Vila e Isabel e o querido Zeca Pagodinho, mas a minha LAPA é a terra que só cria os bambas, esses de hoje em dia.
Você ainda não conhece ? Não sabe o que está perdendo.

Sejam Bem-vindos .. A Lapa agora também é sua. Obrigada, Volte Sempre !

sábado, 28 de agosto de 2010

SILAS MALAFAIA ...

Olá, queridos !

Sem papo de polícia por hoje. Resolvi expor algumas poucas opiniões em relação à igreja evangélica, melhor dizendo, sobre um vídeo onde o pastor da igreja Evangélica, Silas Malafaia aparece pedindo dinheiro aos seus fiéis.

Assista você também e dê a opinião que for conveniente, mas lembre-se que aqui é um espaço para opiniões portanto, respeite o próximo.






PQP!!!

...uma pessoa que chega a esse nivel de "cara de pau" é porque conhece muito bem a ingenuidade da grande maioria do povo brasileiro!!
Taí a melhor explicação porque essa corja de politicos -e reeleita....
É I N A C R E D I T A V E L!! Fico revoltado.

AUTOR DESCONHECIDO.





faraujodba@gmail.com

> Ana minha querida amiga, eu discordo da sua opinião, e expresso a
> minha ... o que o pastor esta fazendo nada mais é do que um ato de fé,
> eu mesmo ja fiz votos assim e fui abençoado por Deus, concordo com
> voce que Deus não precisa de dinheiro mas a obra de Deus sim, pois as
> igrejas tem conta de agua, luz etc... e muitas pessoas são salvas
> atraves de Deus e da igreja, e isso vai da fé de cada um, de cada
> pessoa. Mas respeito sua opinião e sei que um dia pode mudar, assim
> como a minha mudou, pois fui conhecer realmente sobre isso, Deus nos
> deu o livre arbitrio concorda. Um beijão, que Deus abençoe sua vida.




OPA! Também quero dar a minha opinião.

Há muitos anos sou admirador do Silas Malafaia, daqueles que nãããão é evangélico (isto mesmo, não sou) mas toda quinta-feira tava lá no culto que ele faz na Penha (não sei se ainda faz). Sempre gostei muito das conversas que ele tinha sobre temas atuais, como drogas, desemprego, auto estima, importância da capacitação profissional etc. Ao contrário de muitos pastores, ele sempre tentou conflitar a bíblia com FATOS, até porque ele é um homem MUITO inteligente.

Pois bem. Também sempre me perguntei porque ele chegava com carrão importado, ternos caros etc. No fundo no fundo, não gosto desta manipulação que eles tentam fazer com os menos favorecidos (intelectualmente falando). Acho que dízimo é um assunto polêmico. Por certo é melhor dar pra igreja fazer sabe-se-lá-o-quê ao invés de ir pro bar beber tudo de cachaça etc. Mas sabemos que muita gente é altamente influenciável e tira do leite dos filhos pra custear vida de Eike Batista que muitos deles possuem por aí.

Enfim... não aprovo esta atitude do Silas.
Charles.




Bem, já que as pessoas estão se manifestando, também vou dar minha opinião.

Sou oficialmente católico, mas tenho grande respeito pelos evangélicos. Pra mim, o importante é chegar a Deus, não importando qual crença, credo ou religião. O fato aqui abordado não é quanto aos fiéis, mas sim quanto aos líderes religiosos, que de forma inescrupulosa utilizam da boa fé, e por que não falar do desespero de seus fiéis, para buscarem uma vantagem financeira pessoal.

É certo que a igreja ajuda as pessoas. Muitos que estão lá já estiveram no caminho das drogas, do crime, da desilusão. Mas fazer da fé das pessoas um negócio, buscando o enriquecimento é, no mínimo, questionável.

Assim como relatou nosso colega virtual, o Charles Agostinho, também sou contra a atitude desse pastor, Silas Malafaia.

Att,
Hugo Albertino da Silva

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Se ...






Eu juro que toda vez que sento diante do computador e tento escrever uma coisa boa, me deparo com situações inusitadas e sofridas do cotidiano. A sociedade que sofre dia a dia no seu trabalho e as dificuldades que enfrentam dentro da própria família. Afinal, ninguém é perfeito, fazer o que ?


Assistindo aos noticiários desses últimos dias, percebi no epísódio da troca de tiros que houve em São Conrado que, após alguns bandidos serem presos mães choravam e gritavam em vão o nome de seus filhos, dizendo que os amavam apesar de tamanha barbaridade que eles haviam cometido. O cenário de horror que esses bandidos fizeram uma sociedade com o IPTU mais caro da cidade sofrer, foi como cinema. E mesmo assim as mães estavam lá, amargando a dor de ver seu filho sendo levado por policiais.


... Esses policiais que sobrevivem nessa guerra urbana, que dão o sangue, que "botam a cara pra bater" nesse filme de vida real. Ainda assim, existe a sociedade que reclama da ação dos policiais, que os criticam.
E se a polícia tivesse atingido um jovem? São despreparados. Mas como não houve vítima inocente, são heróis.


Povo ingrato. Não, é natural. O povo está calejado e sofrido, por isso não sabem mais o que é certo ou errado. O poder público, aquele que coloca a máscara e diz que o plano de ataque precisa continuar, isso assusta e traz o medo.


Hoje eu quero fazer diferente, quero fazer você pensar um pouquinho melhor e analisar sua opinião diante de todos os acontecimentos ... Boa Sorte, hoje !




O assunto é: Se ...

*Se o mandado de prisão demora a sair, a culpa é da policia*
*Se o bandido desaparece, a culpa é da policia.*
*Se o bandido é morto durante tiroteio, a polícia é culpada: ? coitado do criminoso! "
*Se sobrevive, a polícia é inoperante, pois "deveria ter acabado com ele".
*Se a polícia age com rigor para manter a ordem, é truculenta.*
*Se não age com rigor, é muito ?mole?, ineficiente.*
*Se a polícia estava presente na hora do fato, é cúmplice*
*Se não estava, é omissa. *
*Se revista um suspeito, desrespeita o direito do cidadão. *
*Se não revista, "faz vista grossa".
*Se prende pobre, é injusta.*
*Se prende rico, é ? porque quer aparecer ". *
*Se prende um ladrão, tem que apresentar provas.*
*Se o criminoso acusa o policial de tortura, extorsão e roubo ele é preso e expulso mesmo sem provas.*

terça-feira, 10 de agosto de 2010

QUANTO VALE OU É POR QUILO ?



O título é referente um filme brasileiro de 2005, dirigido por Sérgio Bianchi e que faz uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada.
Pois bem, é desse marketing social que eu pretendo falar. Perguntar quando é que vamos parar de ser deixados pra trás, nos enganar com promessas, com lenga lengas e malas, cuecas, mensalões... ? Antigo esse papo, né ?
Ele se repete de 4 em 4 anos ...

É hora de eleger o candidato que vai fazer diferença pelo País e o outro pelo estado. Essa hora todos eles enfrentam trens, metrôs, ônibus lotados, ruas e avenidas lotadas de transeuntes. Apertam mãos de cada cidadãos, sorrisos, promessas, comícios, balelas pra todo lado e no final fazem tudo como os anteriores.
Pra você que vai votar nesse ou naquele, pense bem, analise suas propostas, investimentos, o que tem gasto com propaganda eleitoral e veja se é correto colocá-lo com tamanha responsabilidade de representar a todos.

... Pensando nisso eu deixo uma frase pra que reflitam em um bom momento ...
"O MAIOR CASTIGO PARA AQUELES QUE NÃO SE INTERESSAM POR POLÍTCA É QUE SERÃO GOVERNADOS PELOS QUE SE INTERESSAM". (ARNOLD TOYNBEE - historiador Britânico )